Barão da Mata - Verdades e Diversidades

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domingo, 11 de dezembro de 2011

QUEM ASSISTE A "BRUNA SURFISTINHA" NÃO JOGA SEU TEMPO FORA

A beleza e sensualidade de Débora Secco sempre saltaram aos olhos, são dotes irrefutáveis da bonita e jovem atriz, mas sempre tive alguma restrição quanto a ver produções em que sobre esta recaísse mais frequentemente o foco da história.  Porque na maioria das oportunidades em que vi a moça atuando, percebi uma exploração demasiada de seu erotismo e suas formas por intermédio de cenas de nudez ou seminudez, e uma despreocupação quase absoluta com o enredo.  Muito embora a jovem seja bela e desejável como já disse, há primeiro uma enorme diferença entre ver uma beldade nua ao vivo, em carne e osso, e ver a mesma beldade na tela.  Ou seja: a falta de real presença nos permite ser críticos e racionais.
No caso de "Bruna Surfistinha", de Marcus Baldini,  a coisa foi todavia  bastante diferente do que eu já vira.  Percebi uma Débora Secco amadurecida, valendo-se da seminudez ou nudez não além do necessário, numa interpretação convincente, primorosa, do nível da apresentada pelos atores de maior gabarito.  A atuação das atrizes que com ela contracenam, sobretudo a talentosa e experiente Drica Moraes,  também é irretocável.  E o filme, relatando a  história verídica de Raquel Pacheco,  tem a crueza e o realismo perfeitos para o roteiro.
Quanto a fotografia e outros detalhes mais técnicos, deixo-os a critério dos cinéfilos e de gente especializada, já que não posso me considerar uma ou outra coisa.  Mas no que se refere ao que comentei, no entanto, achei o filme de uma excelência muito pouco corriqueira, além de ficar contente  pelo que posso esperar dos futuros papéis da atriz principal.

2011


ENTENDA POR QUE GOVERNAR OU SER POLÍTICO É EXTREMAMENTE ERÓTICO

É... Tudo  é mesmo uma questão de ponto de vista.   Se nós ficamos aqui a achar que os políticos (ou   uma boa parte deles) são desonestos, aéticos, isso e aquilo... se pensamos que há falcatrua ou vigarice nesses e naqueles atos dos caras, o nosso "querido" deputado Jonas Pereira Jojoba, o tão mencionado (por mim) Jonas, o Salafrário,  numa conversa de gabinete, expôs ao seu colega Sandro Lessa a sua visão sobre a questão:
- Meu caro Sandro, a verdade é  que  o que pessoal chama de pilantragem é, na verdade, muito erotismo.  Ou seja, governar é algo extemamente erótico.
- Erótico?? - espantou-se Sandro.
- É, erótico... - insistiu Jonas.
- Mas como assim?
- É fácil entender.- nosso protagonista começou a elucidar com voz pausada - Qual a analogia que há entre o povo e a mulher solitária?
- A analogia...?
- É, analogia, Lessa. Pois eu respondo: é a carência. A mulher solitária tem carência de afeto, o povo, carência material, financeira, de saúde, educação, habitação, segurança,  essas coisas. Mas o grande fato é que, embora  tipos de carência diferentes, tudo é carência, carência é sempre carência, certo? 
- Certo.
- Então, veja bem: quando você tá a fim de se eleger, o que é  que você promete ao povo?
- Educação, emprego, saúde, melhores salários...
- Pois é.  E agora, quando você tá a fim de "pegar" uma mulher solitária, carente,  o que você promete?
- Amor, paixão, carinho, sexo...
- É isso aí: amor, paixão, carinho, sexo! Sexo, viu!? Começou a ficar erótico.  Agora me responde: como é que você faz prá mulher deixar você "pegar" ela firme?
- Bom, depois das promessas, quando ela tá caidinha por mim e me deixa encostar, chegar pertinho, antes de partir pro "abate", eu passo o nariz na nuquinha dela...
- E aí, como pé que é com o povo? Como tu faz pra ganhar o voto?
- É parecido: eu elogio, dou festa, afago...
- Taí! Você afaga o povo como afaga a mulher! Não é isso?! - e Jonas era agora agitado e veemente: - Afaga, não é isso?!
- É...
- E depois que tu promete e afaga, e ela se desvanece, se derrete todinha, fica doidinha?
- Ah! Aí, meu amigo...- Sandro tinha um riso safado no rosto - Aí, meu amigo...
- Fala, Sandro, fala! Olha que, como a mulher, o povo se desvanece e se derrete todinho!... Fala, Sandro, fala!
- Ah! Aí, meu amigo...
- Fala, Sandro, desmbucha!
- Aí... - deu Sandro uma risadinha - Aí eu sodomizo mesmo!
- Pois é, Lessa! - concluiu Jonas - Primeriro a gente promete e faz carícias, depois a gente sodomiza.  Então?  Ser político ou governar é ou não é bastante erótico?

2011


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

OS MAIORES CORNOS DO MUNDO

Se formos levar em conta que os políticos em geral não têm palavra e não cumprem suas promessas, e que a maioria absoluta deles trai o voto de quem os elege, somos nós,  eleitores brasileiros, verdadeiros cornos eleitorais, estamos entre os maiores cornos do mundo. 
Você não acha?

2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

OS MAIORES ORGASMOS DO SÉCULO

O maior orgasmo do século foi o do Galvão Bueno (pelo escândalo), no momento em que narrou a vitória  que fez o Júnior Cigano campeão mundial de MMA.  Vem seguido do orgasmo do Obama no dia em que conseguir matar o Osama e do Alexandre Pires, em 2003,  que chorou de gozo quando abraçou o  George W.Busch, apesar de o então estadista haver devastado o Afeganistão e o Iraque, fazendo carnicficinas dantescas.  E olhe que eu teria tantas sugestões para o abraço do cantor (coisa nossa, como cantaria o Sílvio Santos):  Hildebrando, Satanás, Champinha... 
É... gozado, não?

2011



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

DEFESA AOS NOSSOS HOMENS ÍNTEGROS

É revoltante a infâmia de certas pessoas em dizer que o Brasil é um país de corrupção predominante, campo fértil para a prática de atos avessos à retidão e ao decoro. Caluniosa a afirmativa de que somos um país onde grassa a impunidade e a mais assombrosa condescendência aos maiores atentados à ética e à lisura.  Tais declarações me revoltam a ponto de a mim vir  o ímpeto de agredir fisicamente  tão sórdidos mentirosos, eu eu bem o faria se me pudesse livrar desta camisa-de-força que me imobiliza penosamente.

Zé Doido, o Aloprado


2011

ANÚNCIO DE UM PAI-DE-SANTO DANADO DE BOM

PAI BODÃO DAS INCRUZA traz amor de muzifia de vorta, desfaz mandinga de perna-de-saia vingativa,  traz prosperidade pra fio sem sorte e sem grana. Aceita cartão de crédito, cheque pré-datado e vale-saravá.  Pai Bodão encaminha pra  atendimento vinte e quatro  hora os caso de emergença, ê-ê!  Tem convênio c'a Igreja Mundial do Império do Sinhô. Ê-ê!


2011

E TOME ESPORTE E CIGANO!

Quando, no dia da vitória do Júnior Cigano,  acordei de um cochilo sobressaltado com os gritos do Galvão Bueno, inicialmente imaginei que o pobre estava tendo uma crise renal ou de pancreatite (já tive pancreatite uma vez - ou mais - : dói demais ).  Um pouco mais desperto, poucos segundos depois, fiquei achando que o locutor estava  tendo um orgasmo.  Um orgasmo masculino, que coisa mais bizarra! - pensei.  Só quando passados mais alguns segundos me dei conta de que se tratava da vitória do Júnior Cigano, que sagrava-se campeão mundial de MMA e, o que era mais sério, eu estava na contramão do Brasil inteiro.
Em momentos como aquele me sinto exatamente como um peixe fora d'água, um estranho no ninho, um negro africano na Islândia ou  um branco islandês em plena África.  Eu gostaria de saber que atrativo  há  em se obter um campeonato numa modalidade esportiva em que um esmurra os cornos do outro até quase matar.  Não evoluímos nada em realação àqueles romanos pré-cristãos que se compraziam da visão de um homem retalhando o outro e enchendo a arena de sangue, ou ainda de um crânio esmigalhado ou um leão dilacerando um escravo - depois um cristão.  E olhe que há quem ache que eles, ainda naquele tempo e com aquela moral precária  e sem senso de bondade, poderiam ser considerados ignaros e estúpidos.  O que então somos, entre outros povos com os mesmos entusiasmos, nós, brasilreiros, em pleno século XXI, quando já se conhecem as idéias humanitárias preconizadas já por Isaías  e levadas adiante por Jesus e os seus seguidores contemporâneos e posteriores?
Como não bastasse, para piorar, o prazer mórbido que têm as pessoas em relação à dor e ao sangue, o que mais me aborrece é haver de conviver com o Cigano durante as vinte e quatro horas do dia.  Eu ligo a televisão e alguém fala do Cigano, ou então vejo a cara do Cigano e o ouço dando entrevista.  O lutador está sob o efeito Neimar, que se tornou constantemente onipresente quando o Santos abocanhou o título mundial com a participação imprescindível do jogador.  Ou seja, se era o Neimar, agora é o Júnior Cigano.  Eu vejo o Cigano quando leio o jornal, quando olho um "outdoor", quando ligo a telvisão, quando entro na internet; eu durmo com o Cigano, acordo com o Cigano, tomo banho com o Cigano, escovo os dentes com o Cigano e, ao dormir, sonho inevitavelmente com o Cigano, porque só, tão só e unicamente é o Cigano o que há no mundo.  Sem o Cigano, não há mundo, pensamento, paz, alegria, felicidade, festa, prazer em viver, sentido para a vida.  É um verdadeiro chá de Cigano, uma overdose de Cigano.  Assim é demais! Como se não bastasse a dose cavalar de futebol que eu tenho de suportar, agora é também o MMA.  E não adianta desligar televisão e rádio, fechar as revistas e jornais e os próprios olhos,  porque há sempre nos arredores aquelas criaturas sub-humanas que ficam a espalhar os estrondos dos seus fogos por nossos ouvidos e dando vazão aos seus instintos incendiários e destrutivos.
Por fim, eu diria que não há nenhum motivo para o Brasil ficar sorrindo de orelha a orelha, porque, com os índices de desemprego e de miséria que tenta em vão varrer para debaixo do tapete, com a dança ousada ostentada pela corrupção, os números quase africanos de desemprego e miséria que apresenta, não há conquista esportiva que possa fazer qualquer país feliz.

2011