Barão da Mata - Verdades e Diversidades

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domingo, 9 de dezembro de 2012

NOSSOS COMERCIAIS (II)

Meu bom servo do Senhor, não fique indeciso, aja com juízo: deposite na conta do pastor e abra caminho pro Paraíso.


Inscreva-se já pro Brigue Bode e veja muita bunda, muito peito e outras coisas mais.  Tome logo a decisão!
Ingresse no Brigue Bode e viva cheio de tesão!  Lá é tudo como você gosta: muito fálico e nada encefálico!
É isso aí, meu garanhão! Só no Brigue Bode você trepa como um leão!


Não se esqueça, meu caro eleitor das classes menos favorecidas:  se você precisa viver de ilusão, na hora da eleição, o PT é a opção.  Só o PT tem Lula, Dirceu, Genoíno e mensalão.  Vote no PT e viva muita emoção: veja tudo de arrepiar na televisão!


Não perca, de segunda a sábado, no Jornal da Tevê, as notícias do Brasil mais imundo.


Assista ao "Jornal Multinacional", com Vilhem Bonde e Antipática Filardes, e acompanhe as notícias mais bem maquiadas do mundo.  O dia-a-dia de Vilma Sargentão, os bastidores da nossa "valorosa" política, os fatos com aquele toque de rímel e de blush que faz o poder bonito de dar gosto de ver.

Se você quer chorar pra valer  ou  morrer de raiva e não rir de jeito nenhum, assista aos domingos à "Turma do Titi".


Não fique triste aí no seu canto: role em gargalhadas assistindo, de segunda a terça-feira, "Políticos Brasileiros".  Acabe com o mau-humor, solte suas risadas em ver Dilma Cassete na sua mais engraçada e bizarra tentativa de imitação da diabólica ex-primeira-ministra inglesa Margareth Tatcher.  Não perca: "Políticos Brasileiros", o único real terror engraçado da televisão.  
Por que de segunda a terça? Ué? E você já viu político trabalhar mais  que dois dias?

sábado, 8 de dezembro de 2012

BREVE DEFESA DE RUIZ FALÁCIO PULA MADRESSILVA

Vá confultei um aftrólogo (efes cara que entende de aftrolovia, horófcopo), e ele dife que eu tô vivendo uma fave de inferno aftral, maf que logo pafa.  Primeiro veio o miniftro do Tribunal Grandão e me acuvou de ter pedido pra  vulgar o semanalão depois das eleifão.   Aí eu pedi ao povo pra tomar cuidado, porque, apevar de eu fer melhor que o Gandhi, e fe o Gandhi, fendo o home que era, foi afafinado,  imavine o que fariam com um home ainda mais fanto como eu...  Pois é, eu dife que  ainda eviste quem não gofte de mim e fique favendo fofoca.  Depois veio o advogado do Norberto Vérson e dife que eu era o líder do semanalão. Mais calúnia, viu, meu povo?  Agora vem mais vente mal-intenfionada e fica me ligando a efa mofa que chefiava o gabinete da Nilma...   Aliás, do meu ponto de vifta afo até que efa mofa, a Melrose, é uma pefoa de conduta ilibada.  Mas vá lá que não afem! Tudo bem, mas não me liguem a ela!
Fó indico pefoas da maior integridade e probidade, e além difo eu próprio fou um home de carate firme e de muita honra e integridade moral.  Fe alguém rir eu dou um foco na cara!

2012

VEJA POR QUE OS SENHORES DO CRIME ORGANIZADO NÃO SÃO MARGINAIS


VEJA POR QUE OS SENHORES DO CRIME ORGANIZADO NÃO SÃO MARGINAIS

Acessando o "Dicionário On Line de Sociologia", encontrei as seguintes definições para marginal:

"MARGINALIDADE. Tem diversas acepções. Para Stonequist, é a personalidade marginal: o homem marginal é aquele que, através da migração, educação, casamento ou alguma outra influencia, abandona um grupo social ou cultural sem realizar um ajustamento satisfatório em outro e encontra-se na margem de ambos sem pertencer a nenhum. Segundo os estudos da DESAL, ocorre a marginalidade cultural: estado em que uma categoria (veja CATEGORIAS) social se encontra sob a influência de outra categoria, mas devido a barreiras culturais se acha impedida de participar plena e legitimamente do grupo que a influencia (sociedade moderna e tradicional, maioria e minoria étnica etc.). Lewis considera que a marginalidade é sinónimo de cultura da pobreza: composta por um conjunto de normas, valores, conhecimentos, crenças e tecnologia que é organizado e utilizado por indivíduos de uma sociedade, a fim de permitir a sua adaptação ao meio em que vivem; características principais: ausência de participação efectiva e integração nas principais instituições; grande densidade populacional, condições precárias de habitação e um mínimo de organização; ausência da infância, iniciação precoce no sexo, abandono do lar, famílias centradas na mãe; sentimentos de desespero e de dependência. A CEPAL conceituou marginalidade ecológica: más condições habitacionais aliadas às más condições sanitárias, escassez de serviços urbanos, baixo nível de instrução, precários padrões alimentares, baixa qualificação profissional e instabilidade ocupacional. De acordo com Rosemblüth, existe a marginalidade política: grupos marginais são aqueles grupos de pessoas que tem certas limitações aos seus direitos reais de cidadania e pelas quais não podem participar de forma estável no processo económico, nem têm a possibilidade de alcançar mobilidade vertical ascendente. Finalmente, Quijano considera marginalidade como falta de integração: é um modo não básico de pertencer e de participar na estrutura geral da sociedade. Marginalidade é um problema inerente à estrutura de qualquer sociedade e varia em cada momento histórico."

Fiz a consulta porque há muito venho questionando que os nossos "ilustres" traficantes e membros do crime organizado - quer o tráfico de drogas, de crianças, de mulheres, de animais, de madeiras, de mão-de-obra escrava ou qualquer outro tipo de comércio ilegal ou de crime, como as formações milicianas ou organizações ligadas à venda de assassinatos e  outra atividades facinorosas - sejam marginais conforme a definição de José Jobson de A.Arruda em "História Antiga e Medieval", que assim classificava todas as camadas que se encontrassem fora da economia de mercado, como os desempregados e os que viviam à custa de biscates, os mendigos, os indigentes, etc...
Se você fizer uma análise acurada, irá verificar que os homens que vivem da atuação criminosa que se organiza estão longe, muitíssimo longe de estarem inseridos na definição dada por Arruda a quem esteja à margem da sociedade.  Muito pelo contrário, são homens perfeitamente integrados a esta, antes de tudo porque são pessoas por ela acolhidas até com um certo apreço.  Você acha que é mentira?  Então me responda: nas chamadas comunidades (eufemismo para qualificar as favelas - porque é melhor adotar um termo  suave do que resolver um problema social e urbanístico) e nos seus arredores, quantas pessoas agradam, protegem e até ajudam os traficantes?  Já ouvi muitas alusões a estes feitas por  moradores de cercanias de favelas em tom carregado de simpatia, como já conheci habitante  de morro que me relataram que até frequentavam as festas patrocinadas pelos meliantes, confessando até lhes ter admiração.
Falei na aceitação aos quadrilheiros  sem mencionar que alguns de tais residentes das citadas localidades eram compradores frequentes e contumazes dos produtos ofertados pelos bandidos.  E todo o mundo sabe perfeitamente que não só quem habita nos lugares que mencionei consome drogas: o número de consumidores de crack, cocaína, maconha e outras coisas do gênero é simplesmente fabuloso, incontável, incalculável! E é justamente isto que faz os traficantes totalmente fora da condição de marginais.  Contam com um mercado consumidor vastíssimo!  Seus artigos estão dentro das leis do mercado legal, como a de procura e oferta e todas as outras inerentes ao comércio e à economia.  Dão-se ao luxo de até gerar empregos, sem carteira assinada e dentro da criminalidade, mas empregos e muitos empregos, sim!
Já vi muita gente tida como boa tentando dar aos bandidos uma feição de verdadeiros guerrilheiros avessos ao sistema e ao capitalismo, mas a grande verdade é que a bandidagem sempre foi perfeitamente afinada com o sistema social e econômico cruel que sempre dominou nossas vidas.
Não vejo o que os coloque à margem da sociedade senão as estatísticas oficiais.  Mas que eles fazem parte  do processo econômico, fazem, e isto  é muito triste e degradante.  E a razão disto é o apoio que encontram em inúmeros homens investidos de autoridade oficial que se deixam corromper, na incomensurável demanda de seus artigos  e na preguiça e descaso de uma parcela inestimável dos encarregados da segurança pública, quer no Brasil como mesmo em vários outros países.  Do contrário, nenhuma atividade criminosa sobreviveria, seja aqui no república dos tupiniquins ou em qualquer outra parte do mundo.


Barão da Mata

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

AS CRACOLÂNDIAS E OS POLÍTICOS

Até quando as autoridades, ao invés de tomarem uma atitude efetiva, vão continuar quase tentando varrer a mazela das cracolândias para debaixo do tapete?  Até sempre? Ou será que, políticos que são, vão tentar, como é de praxe, se beneficiar da situação?  Será que vão transformar as cracolândias em atrações turísticas, para que o visitante estrangeiro veja de perto o que é para ele tão insólito, exótico,  bizarro, infernal, podendo testemunhar o que é trágico,  mas tão passível de lhe atrair a curiosidade  (seja esta mórbida ou não) ?
Desmantelar uma cracolândia hoje e deixar que outra se forme, só desmontando a segunda após  muito apelo da imprensa, é ou não é tentar varrer a sujeira para debaixo do tapete? O poder público, demorando a tomar medidas, dá a impressão de que quer evitar  lidar com o problema, só fazendo-o quando a mídia expõe exaustivamente este último - como se os gestores fingissem que a questão não existisse e a quisessem esconder das pessoas.
Atitudes efetivas de combate às cracolândias são as mesmas que devem ser adotadas na luta contra o tráfico de drogas, com a prisão dos traficantes e a internação dos dependentes químicos, sem que a estes seja dada a faculdade da voluntariedade.  O empreendimento exige gastos e investimentos em mão-de-obra policial, em armamentos e também em saúde, além da disposição ao trabalho por parte dos políticos encarregados da segurança, da saúde e da chefia dos governos estaduais e federal.  E é aí exatamente onde se encontra o grande entrave, porque não é do feitio dos políticos gastar dinheiro para empreendimentos de real interesse público nem trabalhar senão para a obtenção de um futuro mandato.

2012

VEJA BEM QUEM INDICA

O governo Dilma não quer que a ex-chefe do gabinete da presidente, indicada pelo ex-presidente Lula (que indicou tantos outros assessores que se meteram em situações parecidas), se pronuncie ao Congresso acerca das acusações de tráfico de influência e corrupção.   Não entendo: quem não deve teme?  Teria minha mamãe me ensinado errado?  Bem, pelo sim, pelo não, aconselho você a, caso precise de algum profissional -seja da área que for - que não aceite indicações do Lula.     

2012       
Fico impressionado com o número de pessoas que hoje se voltam para a religião e para Jesus. Agora só falta a bondade.

2012

sábado, 13 de outubro de 2012

DO VALOR DO QUE SE PERDE

Costumam dizer que só damos valor às coisas e pessoas quando as perdemos, mas em alguns casos o sentimento de perda é que nos embota os olhos, e descobrimos mais tarde que elas não tinham mesmo valor nenhum.